Metal up your ass!

Realmente eu gostaria de começar esse texto falando sobre a chegada das pessoas ao estádio do Morumbi, falar sobre os dias de espera e ansiedade, falar sobre aquela sensação de que é tudo um sonho. Mas não, eu vou começar a falar sobre o show de uma forma resumida, direta e que defina o que o Metallica fez naquela noite de sábado, sob uma lua cheia e um céu lindo sem uma sequer manifestação divina ou não de um sinal aparente de chuva. O METALLICA FEZ PARAR DE CHOVER EM SÃO PAULO (ou pelo menos naquela região).

O sepultura fez uma puta abertura, foi o prato de entrada perfeito pra ocasião. Adreas Kisser, são paulino tocando no Morumbi e fazendo as preliminares do que eu chamei de “orgasmo audiovisual”. Sim porque aquele show do Metallica simplesmente foi inexplicável, assim como tal sensação, o orgasmo. Só quem estava presente pode sentir a emoção de ouvir as quase 70 mil pessoas presentes no Morumbi cantando todas as músicas e inclusive entonando com a voz os riffs de clássicos como One.

As arquibancadas foram um show à parte. As olas, a vontade de cantar, as respostas imediatas a interação do quarteto metallico com o público, as arquibancadas fizeram bonito e eu presente lá em cima ajudando o coro que gritava em alto e bom tom: – Ei pista, vai tomar no cu!

A mágica que acontecia naquele estádio, naquela noite, fizeram até mesmo os membros do Metallica se emocionarem. Era visível a felicidade dos integrantes da banda ao ver um publico tão presente. O Metallica ama o Brasil disse James (vocalista da banda) e o Brasil ama o Metallica.

Metallica ao vivo no Morumbi, 30 jan 2010
Metallica ao vivo no Morumbi, 30 jan 2010

Eu queria dominar a arte de escrever e transformar estes meros caracteres em palavras tão emocionantes como o show que presenciei naquela noite do dia 30 de janeiro de 2010, mas uma imagem vale mais do que qualquer coisa que poderia ter sido escrita, aquele show do Metallica foi simplesmente inexplicável. Provas? Vejam vocês mesmos:


Abertura com Sepultura.


Moemento Clássico com Creeping Death.


For Whom the Bell Tolls (na íntegra)


Homenagem ao Sepultura e trecho de Sad But True.


One e Master of Puppets (infelizmente o limite de vídeo da minha câmera é de 10 minutos, desculpem fellas)


Encerramento, emocionante!

Setlist, dia 30 Jan:

Creeping Death
For Whom the Bell Tolls
The Four Horsemen
Harvester of Sorrow
Fade to Black
That Was Just Your Life
The Day That Never Comes
Sad But True
Broken, Beat &Scarred
One
Master of Puppets
Blackened
Nothing Else Matters
Enter Sandman
Stone Cold Crazy (cover do Queen)
Motorbreath
Seek and Destroy

Onze Minutos Sozinho – A Ressurreição.

Quando eu pensei em criar esse blog, na tentativa de me desvincular de um antigo blog que me trouxe stalkers e problemas (sério, tinha até uma maluca que decidiu que tinha que casar comigo) eu pensei em um título que de repente começou a se tornar uma constante na minha vida.

Como muitos de vocês sabem, voltei a morar em São Paulo depois de uma longa temporada em Salvador e blá blá blá que muitos estão cansados de saber. O título acabou se tornando um fato ao longo do ano passado e os tais “11 minutos sozinho” acabaram se tornando um estilo de vida.

Hoje eu posso me encaixar literalmente nesse título, aumentando é claro o tempo gasto comigo mesmo.  Sempre fui bastante reservado, mas olhando pra trás eu era um cara extremamente rodeado de amigos e hoje a grande maioria dos meus programas tem sido “by myself”. O que de fato não é nem um pouco ruim.

Mesmo com as limitações de layout que o wordpress me impõe, resolvi ressuscitar o blog e expor um pouco mais da minha vida daqui pra frente.  Algo um pouco diferente do que eu havia pensado na proposta inicial pro blog, mas algo que de fato se tornou uma realidade e que eu decidi compartilhar com vocês, caros cyberamigos.

Então pra recomeçar com o pé direito farei uma breve retrospectiva sobre um ano de grandes mudanças. Inspirado em um texto que li do @izzynobre (que você pode ler clicando aqui), indicado por um grande amigo o @peixotorafaelr.

Eu estava naquela de pensar sobre se realmente valeu a pena tomar certas decisões e o que isso acarretaria na minha vida daqui pra frente. A verdade é que eu não soube chegar a uma conclusão, mas graças ao texto eu tirei uma visão otimista de tudo que aconteceu, veja bem.

Janeiro e fevereiro foram meses de puro planejamento, para finalmente em março estar morando em São Paulo. Tudo correu bem, passei meu primeiro mês morando na casa de uma menina que eu conheci por intermédio de uma grande amiga, a Clara que me apresentou a Flora quando eu ainda morava em Salvador e que me acolheu como uma irmã em sua residência até que eu firmasse uma moradia fixa na cidade.

Em abril já morando em um pequeno apartamento no centro da cidade comecei a procurar emprego e mobiliar o que agora eu chamo de lar. Foi um mês de grandes descobertas, visitei lugares que eu só me recordava por fotografia ou em breves relances de memória da minha infância. Eu estava redescobrindo São Paulo e me sentindo cada vez mais em casa. Foi o mês também que eu tive a honra de poder assistir os suecos da banda Opeth ao vivo, diga-se de passagem, minha banda predileta.

Opeth - Ao vivo em São Paulo. 05/04/2009

Opeth - Ao vivo em São Paulo. 05/04/2009

Maio foi basicamente um mês trágico. É aquela coisa de todo mundo que decide morar sozinho, amigos em casa, baladas, muita bebedeira e muitos, MUITOS gastos. Lembrando que até então a única fonte de renda que eu tinha eram alguns freelances e uma razoável reserva na minha conta bancária, que sofreu bastante ao longo do mês. Recebi a visita de um grande amigo de Salvador também, que fazia sua primeira visita à Sampa, e fui assistir a um jogo do Bahia no Canindé.

Em junho comecei treinamento para trabalhar em um grande banco brasileiro. E basicamente foi só, afinal as finanças andavam a perigo.

Julho e agosto não tiveram grandes feitos, apenas muito trabalho, stress e gastos com mobília.

Setembro, mês do meu aniversário fui visitar alguns amigos que hoje moram em Florianópolis, uma viagem inesquecível regada à cerveja, amigos, mulheres e diversão. E claro, comida mexicana com muita, MUITA pimenta.

Outubro eu resolvi me meter em confusão com mulheres. Mas tudo não passou de um breve mal entendido (isso vai render um longo post mais pra frente, uma história cômica). Viajei para o litoral paulista em uma viagem totalmente aleatória e não planejada com um colega de trabalho e vi que as praias de Salvador estavam fazendo uma falta absurda.

Novembro foi sem dúvida o mês mais tenso, abri mão da minha privacidade pra que uma suposta amiga pudesse morar comigo por um tempo devido a problemas familiares (que não entrarei em detalhes pra preservar a privacidade da mesma) o que me rendeu um puta atrito e a condição de quase ter que sustentar duas pessoas, eu e ela. Caros amigos pensem muito bem na hora de dividir o mesmo teto com outra pessoa, acho que até hoje o meu bolso sente o impacto que a situação causou, e eu ainda saí como o errado da história. Lembrando que a garota não era minha namorada ou mesmo algum caso semelhante, o que agravou mais ainda a condição de ter que bancar alguns curtos. Se eu tivesse comendo era outra história né? Tem uns casos a serem contados mas preciso pensar nisso melhor antes de escrever. Esse mês também rendeu algumas aventuras sexuais que com certeza virarão posts mais tarde.

Nesse mesmo mês recebi uma pessoa em especial aqui em São Paulo, e vi que algumas coisas mudam e outras nunca mudarão. Parafraseando Morpheus, na cena onde ele reencontra Niobe. Nota mental, deixar de ser tão panaca (como se eu conseguisse). Ahh mulheres…

No mês de dezembro eu e a tal amiga tretamos de vez e ela se mudou (para o meu alívio e alívio do meu bolso) e eu basicamente passei por uma fase de reestruturação financeira. Mas ainda assim curtindo a vida à doidado que nem o Ferris.

Então fazendo um resumão bruto, 2009 foi um ano onde conquistei minha independência. Logo eu nascido em 7 de setembro pude gritar pra mim mesmo “Independência ou morte!” conheci muita gente mas em resumo fiz poucos amigos, poucos mesmo, conto nos dedos de uma só mão.

Independência ou Morte!

Independência ou Morte!

Finalmente posso afirmar que estou vivendo a tal da fase adulta que me assustava tanto há tempos atrás, e sinceramente? É cozinhando sua comida, arrumando sua casa e pagando suas contas que se aprende a ser homem de verdade. E que 2010 grandes feitos estejam por vir, para que eu possa compartilhar com todos vocês, mesmo que todos vocês sejam apenas uns cinco ou seis.

Abraços.

Pulso elétrico.

O ritmo circadiano do Onze não tem a influência da luz solar, ele é ditado pela artificial luz dos monitores num ritmo frenético de frames por segundo. Há quem diga que o relógio do núcleo supraquiasmático do Onze, é digital. Por isso suas funções do ciclo biológico são sempre tão perfeitas. A serotonina do Onze é o hipertexto do cyber espaço, a conexão de informações, o conceito da ligação de hiperlinks levando a um novo ramo de informação. Somos todos escravos dessa ciência que nos guia além do limitado alcance físico das mãos. Ao assimilar e-books, feeds, ao repassar algo pelo twitter. Sempre existirá alguém próximo o suficiente para estabelecer comunicação, mesmo estando este alguém do outro lado do mundo.

E mesmo com esse pulso elétrico, mecânico, o Onze sente um pequeno vazio. Tão humano quanto uma pequena peça responsável por uma imensa engrenagem de um mecanismo antigo. Uma peça tão pequena de importância tamanha.

Simulações de realidade, jogos, entorpecentes, mulheres, bebidas, livros, filmes. Válvulas inúteis de escape. Todo sistema do Onze agora só queria processar apenas um dado, uma variante. Incerta.

Lírio.

Lírio.

“Te amo”.

A Luana Piovani.

As luzes artificiais da Rua Augusta me incomodam menos que a luz da lua. Aquele reflexo solar rebatido por um corpo celeste me dá um calafrio estranho. E ela do meu lado, a quase decidida estudante de publicidade.

Andávamos juntos entre as sombras das poucas árvores e muitas pessoas no contra luz da rua, dos semáforos dos carros. Senti falta de ver um Opala por lá, eu gosto dos Comodoros. A rua cheia de gente estranha, bonita, bad asses, gringos, patys, gays. Ela é gay, a futura publicitária. O 0nze acha bonitinho o fato dela, assim como ele, gostar de meninas. Ele a vê como uma irmã mais nova, porém isso não derruba o fato dele achá-la uma menina linda. E com um jeito engraçadamente sedutor.

Tomaram juntos uma cerveja e caminharam, conversaram e pararam pra fumar. Nesse momento uma pernambucana com um sotaque marcante o pediu um cigarro. Logo ele, que não fumava à tanto tempo, ia ser a alma negra que compartilharia um passo mais próximo de um câncer, ele hesitou. Ela sorriu, simpática e de forma quase telepática disse para o 0nze não se preocupar, porque ela não era santa e sorriu novamente.

Rua Augusta

Rua Augusta

Ela tinha um sorriso grande, bondoso. Uma cara feia, muito expressiva e um jeito nordestino que ele conhecia bem. Um corpo bem feito, magro. Pernas firmes, magras. Bunda pequena e redonda, bem desenhada pela calça apertada. Estaria aí um truque? Essas mulheres…

- Qual seu nome? – Perguntou a companheira do 0nze.
- Luana Piovani – Respondeu a garota de programa.

E todos riram. Quando ela se virou e disse:

- Aproveitem.

E o 0nze riu, olhando o andar ritimado da Luana Piovani nordestina.

Continuaram fumando. E rindo, essa Rua Augusta.

Porcos fétidos.

(Mocinhas, esse texto relata a falta que fazem os amigos desse que vos escreve de forma semelhante a amizade que nós homens exercemos no nosso dia a dia, não levem isso como exemplo pra casa.)

Sim, porcos fétidos. É dessa maneira que eu tenho me referido aos meus melhores amigos. Porque amigos não têm frescuras, não têm escrúpulos e vivem sacaneando uns aos outros. E por incrível que pareça, essa é a forma que nós homens demonstramos o nosso afeto e respeito uns pelos outros.

É… É assim que se conhecem os verdadeiros amigos. Eu tenho exemplos que eu poderia passar horas falando sobre, tenho um amigo no qual eu brigo por hora e a briga sempre acaba em cerveja e risadas, tenho outro no qual minha amizade se baseia em xingamentos e ofensas de cunho pessoal e tenho outro no qual vivemos desabonando a conduta máscula um do outro. E garanto que estes são os melhores amigos que eu já fiz em vida, por quê? Porque são caras que vão falar o que pensam sem medo se que você se chateie com isso, vão dizer que aquela garota pela qual você está apaixonado é uma vagabunda e eles vão zoar muito você quando você levar um chifre, mas tudo isso de forma sincera apenas para alertá-lo do perigo. São caras que vão dizer que você está parecendo uma bicha com essa camisa apertadinha cor de rosa e são caras que vão rir pra caralho quando você disser que foi demitido. São caras que vão te levar pra um puteiro quando você estiver a meses sem ganhar um abraço sequer.

Puta que pariu, você peidou de novo?!
Puta que pariu, você peidou de novo?!

Isso sim é amizade, é sinceridade recheada de franqueza, sarcasmo e muita gozação. Porque o legal é ter a compania dos caras em todos os momentos, é rir das merdas que você faz ao lado dos que já fizeram pior. É chamar o outro de viado e ouvir um “que foi bicha safada?” e isso não ofende você, é afeto. De um jeito nosso de cultivar a forma de gostarmos um do outro. Naquele momento que estamos sozinhos tomando uma cerveja em frente ao computador e lembramos “porra, que saudades daquele filho da puta”.

Porcos fétidos. São vocês seus desgraçados e eram aquelas nossas reuniões em bares pra falar sobre qualquer merda, pra ficar olhando pra toda gostosa que passava sem ter a coragem de ir dar um oi, pra jogar vídeo-game gritando com todas as forças às 4 da manhã. Eram os socos trocados e o abraço sincero dizendo “porra, você deu um soco no meu queixo que doeu de verdade” enquanto você responde “você mereceu, otário”. São essas coisas que fazem falta por aqui.

Vão tomar no cu, porcos fétidos.

P.S. Tema sugerido pela @anakley do blog:

http://queinfortunio.wordpress.com/

Salmão ao creme de leite.

Um das coisas que eu mais gosto de fazer hoje é cozinhar. Começou como uma necessidade, desde o ano passado eu me planejava para sair da casa dos meus pais e morar sozinho e uma das coisas que a minha mãe mais frisava era: – Filho aprende a cozinhar, se não você vai gastar uma fortuna comendo na rua.

Sabe que conselho de mãe é tiro e queda, né?

Devo admitir que não foi difícil, nos finais de semana eu juntava-me a minha mãe na cozinha e ela ia me ensinando os truques. Ela ficava lá, sentada, observando e orientando seu filhote, revelando pequenos segredinhos desenvolvidos com anos e anos de prática na cozinha. Eu ouvia atentamente e tentava ainda dar um toque pessoal a comida. Testar misturas, temperos, e ler bastante a respeito.

Hoje morando sozinho, cozinhar realmente é uma grande necessidade e admito que é um verdadeiro porre cozinhar todos os dias. Mas em um domingo como este, um dia bonito em São Paulo, além de me inspirar a dar aquele trato no apartamento, fui pra cozinha com vontade. Então resolvi compartilhar a receita do almoço do dia.

Salmão ao Creme de Leite.

Você vai precisar de:

Forma de alumínio
Papel Manteiga
1 Salmão
1 Limão
4 Dentes de Alho
Páprica Doce
Cebola
Tomate
Sal
Creme de Leite

Corte o salmão em filés, e esprema o limão sobre eles esfregue o suco no Salmão e deixe descansar para pegar gosto. De 10 a 30 minutos é o suficiente.

Amasse o alho, esfregue nos filés pique a cebola e o tomate e junte aos filés.

Na forma de alumínio, forre com o papel manteiga coloque os filés e jogue a páprica doce por cima. Pré-aqueça o forno entre 160° ~ 200° e coloque os filés para assar.

Fique de olho, caso seja necessário acrescente um pouco mais de creme de leite enquanto assa. O ponto é quando as bordas do salmão estiverem bem douradas.

Hoje eu servi com arroz com brócolis e molho shoyo, batatas fritas e coca-cola bem gelada. Mas esse Salmão também cai muito bem com vinho tinto, seco e é uma ótima opção pra fazer no jantar e levar aquela mina para conhecer seu apartamento. Got it?

P.S. Pra quem não conhece a páprica, é um condimento feito com pimentão-doce. Aqui em São Paulo a Páprica pode ser achada facilmente no Mercado Municipal. Cuidado ao escolher pois a páprica varia desde o doce até o picante. Bon apetit.

P.S.² Eu vou ficar devendo a foto do prato, só pensei em postar a receita agora a noite porque queria escrever no blog e não conseguia pensar em um tema. Prometo mais receitas mais pra frente e com fotos, e se não me der muito trabalho até mesmo alguns vídeos.

We want you!

Darth wants you!

Darth wants you!

É aquela coisa, ócio + photoshop.

23…

Droga. Estou ficando velho, cansado, sozinho e não bêbado o suficiente. São quase 3:00 e eu sinto o corpo moído da viagem à Florianópolis e mesmo assim não consigo pregar os olhos. As luzes apagadas, a porta pra varanda aberta e o vento frio. Os pêlos do meu braço arrepiados, dançando sincronizados ao toque do ar gelado que sopra pra dentro desse cômodo agora tão escasso de energia.

O Cais, Florianópolis

O Cais, Florianópolis

É a vida. Passando um segundo por cada vez, ditado pelo mecanismo pirata do meu Casio G-Shock coreano. São 23 anos passados, cada um deles com a sua marca cronológica abandonada em arquivos de fotos e vídeos em uma extensão digital da memória humana.

Saudades.

E quem escolheu desta forma fui eu, pra mim mesmo, por mim mesmo.