Quando eu pensei em criar esse blog, na tentativa de me desvincular de um antigo blog que me trouxe stalkers e problemas (sério, tinha até uma maluca que decidiu que tinha que casar comigo) eu pensei em um título que de repente começou a se tornar uma constante na minha vida.
Como muitos de vocês sabem, voltei a morar em São Paulo depois de uma longa temporada em Salvador e blá blá blá que muitos estão cansados de saber. O título acabou se tornando um fato ao longo do ano passado e os tais “11 minutos sozinho” acabaram se tornando um estilo de vida.
Hoje eu posso me encaixar literalmente nesse título, aumentando é claro o tempo gasto comigo mesmo. Sempre fui bastante reservado, mas olhando pra trás eu era um cara extremamente rodeado de amigos e hoje a grande maioria dos meus programas tem sido “by myself”. O que de fato não é nem um pouco ruim.
Mesmo com as limitações de layout que o wordpress me impõe, resolvi ressuscitar o blog e expor um pouco mais da minha vida daqui pra frente. Algo um pouco diferente do que eu havia pensado na proposta inicial pro blog, mas algo que de fato se tornou uma realidade e que eu decidi compartilhar com vocês, caros cyberamigos.
Então pra recomeçar com o pé direito farei uma breve retrospectiva sobre um ano de grandes mudanças. Inspirado em um texto que li do @izzynobre (que você pode ler clicando aqui), indicado por um grande amigo o @peixotorafaelr.
Eu estava naquela de pensar sobre se realmente valeu a pena tomar certas decisões e o que isso acarretaria na minha vida daqui pra frente. A verdade é que eu não soube chegar a uma conclusão, mas graças ao texto eu tirei uma visão otimista de tudo que aconteceu, veja bem.
Janeiro e fevereiro foram meses de puro planejamento, para finalmente em março estar morando em São Paulo. Tudo correu bem, passei meu primeiro mês morando na casa de uma menina que eu conheci por intermédio de uma grande amiga, a Clara que me apresentou a Flora quando eu ainda morava em Salvador e que me acolheu como uma irmã em sua residência até que eu firmasse uma moradia fixa na cidade.
Em abril já morando em um pequeno apartamento no centro da cidade comecei a procurar emprego e mobiliar o que agora eu chamo de lar. Foi um mês de grandes descobertas, visitei lugares que eu só me recordava por fotografia ou em breves relances de memória da minha infância. Eu estava redescobrindo São Paulo e me sentindo cada vez mais em casa. Foi o mês também que eu tive a honra de poder assistir os suecos da banda Opeth ao vivo, diga-se de passagem, minha banda predileta.

Opeth - Ao vivo em São Paulo. 05/04/2009
Maio foi basicamente um mês trágico. É aquela coisa de todo mundo que decide morar sozinho, amigos em casa, baladas, muita bebedeira e muitos, MUITOS gastos. Lembrando que até então a única fonte de renda que eu tinha eram alguns freelances e uma razoável reserva na minha conta bancária, que sofreu bastante ao longo do mês. Recebi a visita de um grande amigo de Salvador também, que fazia sua primeira visita à Sampa, e fui assistir a um jogo do Bahia no Canindé.
Em junho comecei treinamento para trabalhar em um grande banco brasileiro. E basicamente foi só, afinal as finanças andavam a perigo.
Julho e agosto não tiveram grandes feitos, apenas muito trabalho, stress e gastos com mobília.
Setembro, mês do meu aniversário fui visitar alguns amigos que hoje moram em Florianópolis, uma viagem inesquecível regada à cerveja, amigos, mulheres e diversão. E claro, comida mexicana com muita, MUITA pimenta.
Outubro eu resolvi me meter em confusão com mulheres. Mas tudo não passou de um breve mal entendido (isso vai render um longo post mais pra frente, uma história cômica). Viajei para o litoral paulista em uma viagem totalmente aleatória e não planejada com um colega de trabalho e vi que as praias de Salvador estavam fazendo uma falta absurda.
Novembro foi sem dúvida o mês mais tenso, abri mão da minha privacidade pra que uma suposta amiga pudesse morar comigo por um tempo devido a problemas familiares (que não entrarei em detalhes pra preservar a privacidade da mesma) o que me rendeu um puta atrito e a condição de quase ter que sustentar duas pessoas, eu e ela. Caros amigos pensem muito bem na hora de dividir o mesmo teto com outra pessoa, acho que até hoje o meu bolso sente o impacto que a situação causou, e eu ainda saí como o errado da história. Lembrando que a garota não era minha namorada ou mesmo algum caso semelhante, o que agravou mais ainda a condição de ter que bancar alguns curtos. Se eu tivesse comendo era outra história né? Tem uns casos a serem contados mas preciso pensar nisso melhor antes de escrever. Esse mês também rendeu algumas aventuras sexuais que com certeza virarão posts mais tarde.
Nesse mesmo mês recebi uma pessoa em especial aqui em São Paulo, e vi que algumas coisas mudam e outras nunca mudarão. Parafraseando Morpheus, na cena onde ele reencontra Niobe. Nota mental, deixar de ser tão panaca (como se eu conseguisse). Ahh mulheres…
No mês de dezembro eu e a tal amiga tretamos de vez e ela se mudou (para o meu alívio e alívio do meu bolso) e eu basicamente passei por uma fase de reestruturação financeira. Mas ainda assim curtindo a vida à doidado que nem o Ferris.
Então fazendo um resumão bruto, 2009 foi um ano onde conquistei minha independência. Logo eu nascido em 7 de setembro pude gritar pra mim mesmo “Independência ou morte!” conheci muita gente mas em resumo fiz poucos amigos, poucos mesmo, conto nos dedos de uma só mão.

Independência ou Morte!
Finalmente posso afirmar que estou vivendo a tal da fase adulta que me assustava tanto há tempos atrás, e sinceramente? É cozinhando sua comida, arrumando sua casa e pagando suas contas que se aprende a ser homem de verdade. E que 2010 grandes feitos estejam por vir, para que eu possa compartilhar com todos vocês, mesmo que todos vocês sejam apenas uns cinco ou seis.
Abraços.